7 de novembro de 2012

Polícia revela qual era o valor pedido pelo resgate da irmã do atacante Hulk



Delegado dá detalhes surpreendentes das situações que culminaram na libertação
Os seqüestradores da irmã do atacante Hulk, Angélica 
Aparecida Vieira de Sousa, de 22 anos, pediriam R$ 300 mil pela liberdade da jovem seqüestrada na tarde da última segunda-feira (5), em Campina Grande. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira pelo delegado que investigou o caso, André Rabelo, durante uma entrevista coletiva a imprensa na Rainha da Borborema.

De acordo com o delegado, o resgate da jovem não chegou a ser pago aos criminosos. Ele contou que houve um desentendimento entre os seqüestradores sobre como o dinheiro seria divididos entre os participantes do ato criminoso.

O seqüestro teria sido planejado pelo proprietário do restaurante onde a jovem trabalhava, identificado como Hélio Pereira da Silva, que foi pego pela Polícia. Sem contato com Hélio, os outros dois acusados, Victor Hugo e o gerente do restaurante, José Helton, se desentenderam sobre a divisa do resgate. Angélica fez uma proposta a Victor Hugo que pagaria o dinheiro que ele receberia pela participação no seqüestro que seria de R$ 6 mil reais. O criminoso aceitou a proposta e resolveu ir até a casa de Angélica buscar o dinheiro.

No meio do caminho, Victor Hugo, se passando por um vigia, abordou um padre, identificado com Saulo, pedindo uma carona. Ele alegou que teria invadido o cativeiro e libertado Angélica.

Ao chegar próximo a casa de Hulk, devido a movimentação por parte da imprensa no local, Victor Hugo afirmou que não poderia se aproximar por ser uma figura pública e disse que depois passaria para pegar o dinheiro combinado.

De acordo com o repórter Carlos Sousa, da 98 FM, em Campina Grande, a Polícia contou que já sabia do cativeiro e também viu quando a moça deixou o local e só não agiu temendo pela integridade física da mesma.

Um dos participantes do crime, que está foragido, foi candidato a vereador na cidade de Campina Grande nas eleições de outubro. Rodolfo Bruno Barbosa de Sousa, usou na campanha o nome de ‘Rodolfo Sinfrônio’, com o Slogan, que seria ‘o novo menino de Campina’.

Uma das pistas apontadas por Angélica que levou a Polícia a ter certeza da participação do empresário Hélio Pereira no seqüestro, seria a marmita levada para Angélica no cativeiro. Angélica contou que tinha preferência por um cardápio que incluía alface e frango, e foi o justamente o que a moça encontrou dentro da vasilha quando abriu. 


Blog do Rembrandt Carvalho/Maispb


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